BearCity 2 no Brasil!











Por Beto

Sexta-feira passada assisti ao tão aguardado BearCity 2 que já falamos dele aqui no blog.

Lógico que os grandes atrativos desta continuação estão no cenário praiano de Provincetown e nas inúmeras atividades promovidas durante a semana ursina de lá, porém o que mais chamou minha atenção foi a maturidade de todos os personagens. O bando peludo composto por Tyler, Roger e companhia alcançou um nível de responsabilidade capaz de mudar o rumo da história através de decisões muito sérias. Qualquer atitude (seja ela boa ou ruim) teve o poder de dar um novo sentido para o filme.

A exibição de BearCity 2 em solo brasileiro foi promovida pelo Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade, que neste ano completou 20 anos com programação em São Paulo e no Rio de Janeiro. O Tiw contou em seu blog como foi a passagem do filme pela capital paulista. Vale a pena conferir o que ele achou deste segundo longa.

O elenco de BearCity 2 foi reforçado com o surgimento de novos personagens como os pais de Tyler, interpretados pelos atores Richard Riehle e Susie Mosher, e a mãe de Brent, Rose (Kathy Najimy). O ator Kevin Smith e o criador do aplicativo Scruff, Johnny Scruff, também estão no cast. O filme abusa do Scruff. O respectivo app aparece mais do que muito ator coadjuvante. A rede social Bruizr, já citada aqui no WB, também dar o ar de sua graça logo no começo da trama.

Achei uma entrevista bem humorada com a atriz Kathy Najimy para o programa da Chelsea Lately (exibido no Brasil pelo canal E!), onde Najimy fala sobre a sua experiência em participar de um filme dedicado ao público bear e brinca com as diversas classificações de ursos:

É surreal como a trajetória percorrida por Tyler nos dois longas se confunde com a minha "vida ursina".
Em meados de 2010, época em que o primeiro BearCity foi lançado, o Woof Brasil ainda não existia e eu procurava por referências quanto à cultura bear no Brasil. Me enxergava em Tyler. Aquele garoto assustado com tanta coisa nova, com tanta gente falando "woof!", com tanta pelugem... E em BearCity 2 novamente me identifico com o rapaz, que agora já conhece o terreno em que pisa, já sabe se virar sozinho no meio dos ursos e que já está inserido na comunidade.
Não sei se muitos vão concordar comigo, mas achei justo o final da história de Tyler e Roger (eu chorei nas cenas finais #prontoconfessei). É compreensível porque, tanto um quanto o outro, vivem em estágios diferentes da vida. Tyler ainda vai passar por situações que Roger já passou. Por isso que essa relação entre "filhote e paizão" mistura aspectos sentimentais e, principalmente, sexuais que precisam ser pensados de maneira delicada para não ferir ninguém.
Aqui no RJ a sessão de sexta contou com a presença do ator Aaron Tone, que interpreta em BearCity 2 um ex-namorado de Roger chamado Nate, e também de sorteios de camisetas da Bernardo Magz, VIPs para a TV Bear e de edições das revistas H Magazine e Junior que, aliás, agradeço ao Rodrigo Parra e à equipe do Festival MixBrasil pela parceria que fizemos para realizarmos os sorteios. Parabéns pela simpatia de todos! =)
Quem ainda não assistiu BearCity 2 ou deseja ver novamente, já é possível comprar o filme com legendas em português do BRASIL (é muito amor, né? <3) pelo site: www.bearcity2.com/shop.
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2 comentários :

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Realmente o filme é maravilhoso, um dos poucos que realmente foca na cultura Bear sem discriminar ninguém. Acho válido ressaltar que a comunidade Bear do Brasil precisa ter um pouco mais de conhecimento sobre a cultura e deixar a arrogância de lado. Ja que a comunidade foi criada na década de 80 com o intuito de aceitar as diferenças. Claro que a masculinidade foi um dos focos principal da comunidade, mas como tudo muda com o passar dos anos também devemos aceitar os ursos que são afeminados, aliás se trada de respeito. Ser urso é muito mais que ser gordo ou ter pêlos, é, caráter, respeito, atitude e conhecimento. Sou o primeiro Mister Urso do Brasil e acho que demorou muito para que um concurso viesse a ocorrer, e muitos fizeram disso um motivo de chacota e piada. Por isso acho que o Brasil precisa abrir a mente antes de querer ser país de primeiro mundo. É muitos apontando o dedo e cuidando da vida alheia e se esquecendo de cuidar da própria vida. Mais sou feliz por ser um lutador da comunidade e tenho orgulho de ser urso.

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